domingo, 18 de outubro de 2009

A FORMAÇÃO DE ROMA





No séc. X a. C. os latinos começaram a ocupar a região onde surgiu a cidade de Roma: o Monte Paladino. Até o séc. VIII a. C. eles viviam em aldeias um tanto separadas entre si, sem muitos vínculos. Segundo os estudiosos, neste tempo os sabinos começaram a ameaçá-los, obrigando os latinos a se unir, formando uma comunidade de várias aldeias sobre o Monte Paladino.
Esta é a explicação científica, isto é, dada pelos historiadores. Há também a lenda de que Rômulo, irmão gêmeo de Remo, foi o fundador de Roma. Neste caso, não havia ninguém ainda sobre o Monte Paladino, até a chegada de Rômulo e seus seguidores.
Para quem não sabe, Rômulo e Remo foram lançados dentro de um cesto no rio Tibre. Uma loba os achou, lhes criando. Um tempo depois, um pastor chamado Fáustulo, ao seguir as pesadas de um lobo, encontrou os dois, já meninos. A partir de então, a criação de Rômulo e Remo ficou por conta dele.
Muitas coisas aconteceram depois disto, mas, basicamente, foi Rômulo, após matar o seu irmão, quem fundou a cidade de Roma, segundo a lenda.
200 anos depois das aldeias latinas se unirem sobre o Monte Paladino, Roma recebeu os etruscos, povo dado ao comércio. Logo eles foram se estabelecendo e se ligando às famílias ricas de Roma, seja por meio de casamentos ou por prestações de serviços. Roma, com a influência deste povo, cresceu bastante, e muitos de seus costumes se devem a eles, como por exemplo, o hábito de vestir túnica, de interpretar a vontade divina por meio da observação das vísceras de animais, o culto a Júpiter e Minerva e etc., e etc.

A cidade de Roma cresceu bastante com esta união, tanto cultural quanto comercialmente. Além disto, graças a influência dos etruscos, canais de drenagens foram construídos para secar os pântanos nas planícies, e a área onde ficava o Fórum tornou-se o centro da cidade romana, onde passou a funcionar o comércio e as assembléias políticas. Assim, Roma ficou parecida com a Fenícia e a Grécia, lugares por onde os etruscos também passaram, antes de chegar em Roma.
A sociedade romana, ates mesmo da chegada dos etruscos, já era dividida em três grupos sociais: os patrícios, que eram os mais ricos e formavam a aristocracia romana; os plebeus, que eram os mais pobres, geralmente agricultores ou artesões, e que não tinham poder algum nas decisões políticas; e os clientes, grupo que ficava entre os patrícios e plebeus – estes, dependiam da proteção dos patrícios para sobreviver; e, assim como os plebeus, também não tinham poder político algum.
Vale lembrar que os patrícios eram os únicos que podiam lutar nas guerras, no começo da civilização romana; e que os plebeus, ainda que ficassem ricos, não podiam de maneira alguma participar da política. Também, vale lembrar que nesta época já existiam os escravos, só que num número muito pequeno.
No começo da organização política de Roma a forma de governo era a Monarquia, isto é, regida por reis. Quem elegia o rei eram os patrícios, através do Senado. Por outro lado, o rei tinha limites em seu poder: tudo o que ia fazer, precisava da aprovação dos senadores.
E essa forma de governo durou até o final do séc. VI. Neste tempo, os últimos reis foram etruscos. Estes, querendo ocupar outras regiões, entraram em guerra contra os gauleses e os cartagineses. Se até então apenas os patrícios podiam guerrear, com estas duas guerras entraram em combate os plebeus, por falta de combatentes. Com isto, eles passaram a exigir uma maior participação política; e, com armas nas mãos, formaram a assembléia “comícios por cinturias”, substituindo a assembléia “cumitia curiata”, formada apenas por guerreiros patrícios com acima de 45 anos de idade.
Na guerra contra os gauleses e os cartagineses, o rei de Roma, que era etrusco, enfraqueceu. Os patrícios, que acabaram se opondo aos etruscos, decidiram expulsá-los, e eles foram expulsos em 509 a. C. A partir daí, acabou-se a Monarquia, dando espaço para o surgimento da Republica.
Republica, em latim, significa: coisa pública; entretanto, isso não significou que todos tinham o mesmo direito. O poder maior na Republica Romana passou a ser exercido por dois cônsules, que eram eleitos para um ano de mandato. Quem escolhia estes cônsules eram os patrícios do Senado; e estes, depois de eleitos, eram ajudados pelos magistrados, pelos senadores e pelas assembléias.
Haviam três tipos de assembléias: a assembléia por tribos (a qual os cidadãos eram divididos pelo local de origem ou residência); a assembléia por centúrias (a qual os cidadãos eram divididos de acordo com a riqueza e a participação no exército) e a assembléia da plebe – esta última, ainda que pudessem eleger o magistrado, não podiam se candidatar a tais cargos.

Ora, com apenas os patrícios podendo assumir o poder, os plebeus começaram a se revoltar. Além do mais, se indignavam pelo fato de seus votos terem menos valor – quanto mais rico o cidadão, maior era o peso de seu voto. E também, não ficavam contentes na repartição dos bens que Roma ganhava vencendo guerras, bens estes como terras e escravos: quanto maior o armamento de combate – na época, cada combatente levava as suas próprias armas – o benefício era melhor.
Após várias revoltas, em 494 a. C., os plebeus conquistaram o direito de eleger um magistrado com poder de proibir decisões contrárias a eles, ao recusarem a participar dos exércitos, obrigando os patrícios a negociar. E; em 450 a. C., conseguiram fazer parte de uma comissão que seria encarregada de redigir um código de leis: Leis das Doze Tábuas – primeiro código de lei escrito em Roma.
Assim que os conflitos internos foram sendo resolvidos, Roma pôde sair em busca de outros territórios, isto é, a conquistar outros povos. A cidade que mais trouxe dificuldades para Roma foi Cartago, cidade fenícia ao norte da África, que controlava todo o Mediterrâneo ocidental. De 264 a 146 a. C., houve três guerras contra eles, denominadas Guerras Púnicas. Na última, Roma destruiu Cartago por inteiro, escravizando os sobreviventes.
Conquistando grande parte do Mediterrâneo, Roma ficou muito rica. Os nobilitas, que era a aristocracia formada por patrícios e plebeus ricos, foram os que mais se beneficiaram. Surgiu, também, uma nova classe: a dos cavaleiros, que eram aqueles que, graças a sua fortuna pessoal, podiam servir na cavalaria. Enfim, tudo em Roma cresceu: o comércio, o número de escravos prisioneiros de guerras e etc.


Por outro lado, apesar de Roma acumular muitas riquezas, aumentou-se também o número de pobres na cidade e nos campos. Enquanto os nobilitas – geralmente magistrados, senadores e proprietários de terras – juntamente com os militares, que foram ganhando muito prestígio – foram ficando mais ricos, os escravos e os plebeus foram ficando cada vez mais miseráveis.
Os primeiros a ser revoltar com isto foram os escravos, que em 135 e 132, conduzidos por pastores armados, tomaram uma cidade da Cecília, sendo logo derrotados pelo governo romano. Depois destes, houve várias revoltas, todas derrotadas por Roma. Pro fim, em 73, escravos de uma escola de gladiadores, liderados por Espártaco, montaram um exército de escravos, sendo também aniquilados pelas tropas romanas – 50 mil deles foram mortos em combate e 6 mil, junto com Espártaco, foram crucificados vivos, como exemplo.
Sem mais revoltas, Roma continuou com o seu Império, com um imperador contando com senadores e magistrados ricos e poderosos para governar Roma, onde quem mais saia perdendo eram os pobres, isto é, os escravos e os plebeus.

3 comentários:

  1. professor muito bacana seu artigo sobre a formação da sociedade romana, sou também professor e só queria acrescentar as lutas escravista do século III d.c, que resutou no inicio da idade média e que os escravos era classe que era o pilar principal da economia romana

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